13 setembro, 2010

agarrar a unha


Não está volumosamente escrito, o peito. Estrelas sem arrogância, sumerina tábua gamesh, escrever o secular palincesto. No triângulo do rosto, o ângulo agudo assina a tampa. O telhado volátil é convocado pela exaustão do branco. Não se apaga, como apagar o branco? Atira-se em projecto para a povoadíssima terra de ninguém. O triângulo volta a ser...uma árvore nua. Ou uma cabeça onde anubis repousa das cabeças de buracos, das cabeças regadoras.

Oiço o pescoço das galinhas, a sua tangência ao mundo astronómico. O espaço e o tempo no pescoço. Voam pouco as encapoeiradas, não estão tocadoras de buracos, de sopros. Debicam verdes na paleta raseira, acastanhando o pão grelado que a chuva subtiliza. O seu castanho nunca é sólido. Esparregam com pundonor a lição orgânica, soltam o brio de terem investigado antes da saída. Assim se compreende a conformidade às redes. Só conseguem investigar por dentro. Os galos bifrontes olham o serralho sem argúcia. Submetidos à crista, nunca lhes salta a tampa.

Raro bisonte em spårvagn. A nu, descem graduais as retinas. A nuvem pelo espelho do sexo, interroga a cesura. O externo investiga no globo a existência de cabelos que permitam o céu como lugar de exposição.  Pequenas porções de água-chilra cantarejam enquanto sorteiam o abismo.

Como alguns prédios excel: as formatações agora adicionadas às unhas adejando ao ar na sinecura dos areais, têm suficiente bojo para logótipos e sponsors. Em sua glocal onicolírica, pouco cravam, por dificuldades de pontaria e antena. Inquietam-se certos exemplares do pendurão. Os que gostam de ser cravados para ficar tesos. Pelas manhãs destas semanas, a história mantém-se no silêncio da paroníquia.

Uma rádio transmite alegria ao desemprego.

A vida volta a ser radiofónica.

A vida volta ao paleiolítico.

 
alberto augusto miranda