23 agosto, 2026

Die Deutschen Tagebücher / Os Diários Alemães


[ 9 ] zum Rond Point & fuhr mit der Tram zurück zum Hôtel de Ville. Zweimal Kaffeeim Café Guillaume Tell, Ecke Place de l’Hôtel de Ville. In einem cabinet d’aisance gepisst, was mich [...] Sous gekostet hat! Keine Lust mehr rumzulaufen. Aber was wird 6 ? Monate Deutschland anderes sein, als Herumlaufen, vor allem? On s’habitue. Im Café dela Porte gelandet, gegenüber von Brise-Lames & Anse des Pilotes, wo einen Pernod, Père, Fils et S.E. Der erste & letzte seit & bis wann?
Findees schade, dass ich die Franzosen schon so bald verlasse.
Et les douleurs? Vaut mieux ne pas commencer.
 
[ 9 ] to Rond Point & took tram back to Hotel de Ville. Coffee twice in Café Guillaume Tell, corner Place de l’Hotel de Ville. Pissed in a cabinet d’aisance, which cost me 5 sous! Tired walking around. But what will Germany be, for 6 ? months, but walking around, mainly? On s’habitue. Ended in Café de la Porte, opposite Brise-Lames & Anse des Pilotes, where a Pernod, Père, Fils et S.E. First & last since & till when?
Sorry to leave the French so soon.
Et les douleurs? Vaut mieux ne pas commencer.
 
[ 9 ] até Rond Point e apanhou o elétrico de volta para o Hotel de Ville. Café duas vezes no Café Guillaume Tell, na esquina da Place de l'Hotel de Ville. Fodido num cabinet d’aisance que me custou 5 sous! Cansado de andar por aí. Mas o que será a Alemanha, durante 6 meses? Vagueando, principalmente? On s'habitue. Terminado no Café de la Porte, em frente ao Brise-Lames & Anse des Pilotes, onde Pernod, Père, Fils et S.E. Primeiro & último desde & até quando?
Lamento deixar França tão cedo.
Et les douleurs? Vaut mieux ne pas commencer.

Samuel Beckett

22 agosto, 2026

la casa / a casa


la casa
 
El apartamento había crecido dentro de mí como un órgano.
 
Tuvimos una infestación de ratones para cada uno un nombre para cada uno una muerte nueva en una trampa limpísima.
 
Hacia mardi gras hubo tres días de tránsito
 
a otro tiempo y los mapaches empezaron a reproducirse.
 
Practicaban un amago.
 
No arreglaste la chimenea para no darle cobijo a otras bestias durante la cuarta nevada de abril tiramos todos los relojes al río devolvimos el cuerpo al agua.
 
Fue así cerrar la puerta como quebrarse una costilla.
 
 
Helena Mariño
 
 
a casa
 
O apartamento tinha crescido dentro de mim como um órgão.
 
Tivemos uma infestação de ratos para cada um um nome para cada um uma nova morte numa armadilha limpíssima.
 
Para a mardi gras houve três dias de trânsito
 
para outro tempo e os texugos começaram a reproduzir-se.
 
Praticavam um simulacro.
 
Não arranjaste a chaminé para não dar abrigo a outras bestas durante a quarta nevada de abril atiramos todos os relógios ao rio devolvemos o corpo à água.
 
Foi assim fechar a porta como se quebrasse uma costela.

17 agosto, 2026

bakmak yeniden / voltar a ver


Bakmak Yeniden
 
Hazır edilmiş patikadan yüz çevirdim
ehlileşmiş çimlerden geri döndü ayaklarım
çakıllar, dikenler arasından
kimsenin daha önce gitmediği
yol yaptım kendime sapaklardan
başkalarının gözünden seyrettim önce
sonra kendi gözümden gördüm
çatlağı, ışığı, mağaray
 
Hem tuhaf hem aşina aştım eşiğinden
hem düş hem değil dünyanın
inince karanlık, aşağı yollara
fısıldadım kendime: güçlüsün hâlâ
tanıdık bir hisle yakınlaşmadan önce
bakabilirsin gözlerine dik dik vahşi hayvanların
 
Şimdilik bilinmiyorum, seziliyor yabancılığım
say ki bir hücreden taştı adımlarım yeryüzüne
taşları duyuyorum içinden geçen sesleriyle
yurtluk yapmak bir gövdeyi
dışarıdan girip bir içe
şeffaf duvar
 
Eksiltip yürüyüşü geriye doğru
ağır çekimde
ilk yere varmak, ışık huzmeli, toz sağanağı
kökteki düğümleri çözüp, arkaik dili söküp
bir uzay dağınıklığı bu yersizlikte
boşluk genişleten, göğsünden dolup taşan nefesle
vardığımız karnaval.
 
Suya çekilmek
bir muamma, yakınlık
bakmak için kâinata yeniden,
dipten gelen uğultusu
dağılma arzusu arzın
ruhtan, varlıktan azade ve önce
yorgunluğumuzu alsın serin rüzgâr
nehirler aksın.
 
 
Asuman Susam
 
 
Voltar a ver
 
Virei as costas ao caminho já andado
os meus pés recuaram diante da relva domesticada
através dos espinhos e dos seixos
pela praxis dos desvios, abri um caminho
pelo qual mais ninguém tinha passado
observei primeiro através dos olhos de outros
depois vi através dos meus próprios
a fenda, a luz, a caverna.
 
Em simultâneo estranho e familiar, atravessei o umbral
de um mundo entre o que é sonho e o que não é
no cair do escuro sobre os trilhos baixos
sussurrei-me : ainda és forte
antes de te aproximares com uma sensação conhecida
podes olhar fixamente os olhos dos animais selvagens.
 
Por enquanto não me conhecem, dá-se conta da minha estranheza
como se os meus passos transbordassem de uma cela para a terra
escuto as pedras com as vozes que as atravessam
fazer do corpo pátria, um lugar próprio
entrar de fora para um dentro
uma parede que se torna transparente.
 
Diminuindo o andamento ao recuar
em câmara lenta
para chegar ao lugar primordial
atravessado por feixes de luz, um aguaceiro de pó
desfazendo os nós de raiz, rasgando a língua arcaica
uma desordem cósmica nesta ausência de chão
com um fôlego que amplia o vazio, transbordando do peito
o carnaval a que chegamos.
 
Deixar-se atrair pela água
um enigma, uma proximidade
para olhar novamente o universo
o rumor que chega das entranhas
o desejo da terra de se dissolver
libertar-se da alma, da existência e antes
de que o vento fresco leve o nosso cansaço
deixar que os rios fluam.
 
 

12 agosto, 2026

Cubierta / Cobertura


Cubierta
 
He soñado que me comía
las tapas de los edificios,
he soñado que devoraba
cientos de cabezas
hasta encontrar tus ojos,
caballo.
 
Caballo,
este silencio amarillo
da paso para que tu mirada
se transcriba a la parte más remota de mi hígado.
 
Y puedas sentir
en las muñecas
la inclinación de estas estructuras.
 
Y así,
el cielo hondo que nos cobija
nos permita entender porqué
el balanceo de mis piernas.
 
 
Milena Díaz
 
 
Cobertura
 
Sonhei que estava a comer
os petiscos dos prédios,
sonhei que devorava
centenas de cabeças
até encontrar os teus olhos,
cavalo.
 
Cavalo,
este silêncio amarelo
abre espaço para que o teu olhar
se transcreva na parte mais remota do meu fígado.
 
E possas sentir
nos pulsos
a inclinação destas estruturas.
 
E assim,
o céu profundo que nos cobre
nos permita entender o porquê
do balanço das minhas pernas.