31 março, 2025

as próteses, as asas


Só tenho uma penugem
rara,
onde a sarna acólita e ladra
se esconde.
 
Petrifico as próteses,
as asas
que das faces
atam manhas
 
Nos bordéis de Singapura ou impura
chamam pelas mães
na hora da mama
dos filhos
 
Quadriláteros de bomba zine
espalhafatam-se  
no atapetado de pó 
 
os nylons
deixam de boca aberta
o cerzir do sintagma sem diálogo
 
Bufa e areja
em acepipe
a negra nuvem.
 
 
Aurelino Costa