05 março, 2026

İyi şeyler / As coisas boas


İyi şeyler, sık kullanılan patika bir yolda
Bitmesine izin verilmeyen otlar gibi
Yola yakın ama ormandan yürüyen
Tedbirli bir izafiyet verir
Bunu öğrendik ve biraz yaşlandıkça
Yaşamak küçük yer dedik
İlk fırsatta aramadık, kırık bir boyun
Damar damar üstüne rastlaştık
Bulamadık ellerimizi koyacak yer
—Sonradan çok düşündüm. Ellerimin fazlalığı üzerine. Apandist gibi benim
ellerim. Aldırsam aslında. Dokunduğum her şeyin aslında bana
dokunduğunu düşünmenin sancısını da aldırmış olurum. Nekahet dönemi
bitinceye kadar kulaktan beslerler beni.—
 
Ortadan ikiye böldük ölümü
Yarısı şimdi yarısı rüzgârlara dolan çorak
Madem kurcalanmış kapıların arkası
Yalama olmuş nefeslerdir çağdaş mutluluğumuz
Hızlı bir toprak girer fotoğrafa, çolak bir koku
Kötülüğün merhameti derdim evi terk eden oda
Ve odanın kaçtığı şehir
Tanıdık kimsesi yok hiçbir adamda
 
Bir avuç toprağı suya bir avuç beni
Suyu bulandırdık mutsuzluktan daha ağır
Kaçamadıkça geçemedikçe suyu yeniden
Eskiden basacak taş bulup da geçtiğim
Her göçte bana iade edildi yanın yören
 
—Rüya görmenin nasıl bir şey olduğunu hep merak ettim. Arkadaşlardan
duyarım hep. Merak ediyor insan tabi. Uygun bir yorgunluk ve kaygı
bozukluğunu gecenin en uygun zamanına denk getirme falan derken, bana
da nasip oldu. Bir mağazada buldum kendimi. Otellerde unuttuğum eşyaları
satıyorlardı. Alabildiğim kadar aldım. Limitim yetmedi. Teker teker bırakmak
zorunda kaldım. Guadalajara’da hediye ettikleri bir ikona kaldı elimde
sadece. Pos bıyıklı bir Narko aziz. Kös kös çıktım dükkândan. Bir toz bulutu
kapladı üzerimi. Silkelendim, şaşal sudan biraz yüzüme döktüm. Ceplerimi
yokladım. Kışlıkların cebinde unutulan tarzda bir şeyler buldum. Anlamaya
çalıştım. Derken uyandım. Elimle diğer yastığı yokladım. Her şey
yolundaydı. Sonraları bazı başka rüyalar da gördüm. —
 
Sen de oradaymışsın ama başka biriymişsin
Çok derin ısırmışsın rüyalarımı
Sinirlenince şakaklarımda açan mor bir çiçek
Koparıp sana vermişim, çok üzülmüşüz
Öyle çok ki neredeyse bir sevinç bu
 
Şer gününde dünya içeri girmesin diye
Işıkları söndürdük, kükreyen kırklardan geçtik
Tekrar yıktık aldığımız kaleleri
Şehrin kapıları kayboldu şehrin içinde
Gök, mavi bir sofra bezi gibi silkelendi üzerimize
Adım, çocukların ilk harfleriyle yazıldı
Yine de acımızı bulamadım listelerde…
 
Sen de oradaymışsın ama başka biriymişsin
Dolmuştan inmiş Yenisahra’da bir bedevi
Saçlarından kurtulan küçük kulaklarına
Elden ele uzatılan şarkılar taşımışız
Öyle ya, bazen de herkesten iyidir ölümün sahnesi…
 
Artık biliyorum o sorunun cevabını, neredeyim?
Görünmez şeyler görünür oldu yokluğunda, buradayım!
İmanın, umutsuzluğu en çok andırdığı yerde
Hani vedalaşıp aynı yöne doğru yürümüştük…


Furkan Çalışkan
 
 
As coisas boas, como a erva em caminho muito trilhado
que não acaba de crescer,
ou caminhar pelo bosque, mas perto da senda,
oferecem-nos uma relatividade prudente.
Aprendemos isso
e quando crescemos um pouco
dissemos que viver era um lugar pequeno.
Não procuramos à primeira, um pescoço partido [1]
confluimos veia a veia,
sem encontrar um lugar onde por as mãos.
 
- Depois pensei muito. Sobre o excesso que as minhas mãos constituem. Um apêndice. Se as tirasse, também me tiraria a dor de pensar que tudo o que toco me está a tocar. Alguém me alimentaria através dos meus ouvidos até que o período de convalescença chegasse ao fim -.
 
Partimos para a morte em dois :
uma metade é agora, e a outra, um deserto à mercê do vento.
Dado que as portas foram forçadas [2],
a nossa felicidade contemporânea consiste em fôlegos gastos [3].
Uma terra veloz entra em cena, um aroma maneta.
A misericórdia do mal, assim chamaria ao quarto que
abandona a casa.
Na cidade de onde fugiu
ninguém conhece ninguém.
 
Um punhado de terra à água, um punhado de mim.
Entupimos a água tornando-a mais pesada do que a desgraça.
Não conseguimos fugir, não conseguimos atravessar de novo a água
que uma vez transpus usando uma pedra onde por o pé.
Cada migração devolveu-me ao teu lado.
 
- Sempre me perguntei como seria sonhar. Era o que ouvia aos meus
amigos. Claro que me despertava a curiosidade. Com a combinação perfeita de
cansaço e ansiedade e todas essas coisas no momento exato da noite,
aconteceu. Dei por mim então numa loja. Estavam a vender as coisas de que eu me esquecera em hotéis. Quis ficar com o máximo que pude. Exagerei. Tive que
as deixar uma por uma. Apenas um boneco, obséquio de Guadalajara, ficou na
minha mão. Um narco-santo com um grande bigode. Saí da loja abatido.
Envolto em nuvem de pó. Sacudi-me, e deitei um pouco de água na
cara. Rebusquei nos meus bolsos. Encontrei o tipo de coisas que se esquecem
nos bolsos da roupa de inverno. Tentei encontrar o sentido. Depois,
acordei. Procurei às apalpadelas o outro travesseiro. Estava tudo bem. Mais
tarde, outros sonhos vieram -
 
Tu também lá estavas, mas eras outra pessoa.
Mordeste os meus sonhos com tanta força
que ao irritar-me, uma flor violeta se abriu nas minhas têmporas
Arranquei-a e dei-ta ; ficamos muito tristes.
Tanto, que quase se varia em alegria.
 
Para nos protegermos do mundo naquele fatídico dia,
apagamos as luzes, atravessamos os quarenta rugidos [4],
derrubamos os fortes que um dia conquistamos.
As portas da cidade desapareceram dentro dela.
O céu tremeu sobre as nossas cabeças como uma toalha azul.
O meu nome estava escrito com as iniciais das crianças.
E ainda assim, não consegui ver a nossa dor nas listas...
 
Tu também lá estavas, mas estavas outra pessoa.
Um beduíno que saiu de um dolmuş em Yenisahra [5].
Levamos canções passadas de mão em mão
às tuas pequenas orelhas, que sobressaíam do teu cabelo.
Às vezes o cenário da morte supera qualquer outro.
 
Agora sei a resposta à pergunta : onde estou?
As coisas invisíveis tornaram-se visíveis na tua ausência : estou aqui!
Aqui, onde a fé se assemelha mais ao desespero,
lembras-te?, onde nos despedimos e continuamos caminhando na
mesma direção...
 
 
[1] Em turco, a conceptualização da tristeza está muito ligada a metáforas corporais. Por exemplo, um pescoço dobrado ( boynu bükük ) indica desespero (B aş e Büyükkantarcıoğlu, 2019). Neste contexto, um pescoço quebrado é uma hipérbole do pescoço dobrado, indicando uma tristeza ainda mais profunda, além de uma desconexão entre o coração e a cabeça.
 
[2] No original, o autor emprega o verbo " kurcalamak " ( kurcalanmış ), que aqui quer indicar uma força insistente para abrir uma porta fechada. O autor faz referência a uma fechadura amassada e gasta por tanto ser forçada. Nas palavras do autor, no nosso afã de abrir a porta que nos daria acesso a um conhecimento antigo, perdemos a perspetiva e acabamos atribuindo a felicidade e sabedoria que buscamos à própria fechadura, e não à verdade que aguarda atrás da porta.
[3] No original turco, usa-se um termo mecânico para descrever uma rosca de parafuso que se desgastou e não encaixa mais ( yalama olmuş ). Não é apenas cansaço, é uma disfunção mecânica da felicidade contemporânea.
 
[4] Quarenta rugidores ( cfr. Vito Dumas,Argentina ), , é um termo náutico que descreve uma zona marítima de fortes ventos existente entre as latitudes 40° e 50° S dos oceanos austrais. No poema funciona como uma metáfora do caos emocional e, possivelmente, da crise dos 40 anos de idade.


26 fevereiro, 2026

Antidotes to Fear of Death / Antídotos para o medo da morte


Antidotes to Fear of Death
 
Sometimes as an antidote
To fear of death,
I eat the stars.
 
Those nights, lying on my back,
I suck them from the quenching dark
Til they are all, all inside me,
Pepper hot and sharp.
 
Sometimes, instead, I stir myself
Into a universe still young,
Still warm as blood:
 
No outer space, just space,
The light of all the not yet stars
Drifting like a bright mist,
And all of us, and everything
Already there
But unconstrained by form.
 
And sometime it's enough
To lie down here on earth
Beside our long ancestral bones:
 
To walk across the cobble fields
Of our discarded skulls,
Each like a treasure, like a chrysalis,
Thinking: whatever left these husks
Flew off on bright wings.
 
 
Rebecca Elson
 
 
Antídotos para o medo da morte
 
Às vezes, como antídoto
Ao medo da morte,
Como as estrelas.
 
Nessas noites, deitada de costas,
Sugo-as da têmpera do escuro
Até estarem todas, todas dentro de mim,
Em intensa arditura.
 
Às vezes, em vez disso, refogo-me 
Num universo ainda jovem,
Ainda quente como sangue:
 
Sem espaço sideral, apenas espaço,
A luz de todas as não ainda estrelas
Pairando como uma neblina brilhante,
E todos nós, e tudo
Já lá
Sem condicionamentos de forma.
 
E às vezes é o suficiente
Deitar aqui na terra
Ao lado dos nossos históricos ossos ancestrais:
 
Atravessar os campos de paralelepípedos
Dos nossos crânios descartados
Cada um como um tesouro, como uma crisálida,
Pensando: o que deixou estas cascas
Voou com asas de brilho.