I will eat your liver
There is a Farsi way
of making livers
romantic. The phrase
'I will eat your liver'
being idiomatic of
yearning. Yearning
being idiomatic of
the way nature has no
outline,
but imagination
does. Imagination
is the core
of a crush, I'd say.
And I don't mean
core like a ball
of white light.
I mean
layers of aerated
roots as fibres
passing through
an infinite linear
address space.
Imagine dismissing
the root
of a dream
when the dream
involves opening
a recordable
greetings card
playing your own
light breathing.
The handwritten
inscription evoking
an atmosphere
of time
straightened
by fire.
Why be cynical
about that?
Why assume
when we die
we are not
'prana', 'impetus',
we are not a flame
on ice
beating higher
and higher?
There is advice
for that.
There are units
in pavilions,
inseparable entities.
There are people
softening
due to a loss
of cohesion,
and there is a man
in my bedsit.
I'd eat his liver.
Not a speck
of blood
on my prayer
mat, I've simply
kowtowed
under the pressure
of ticking
daylight;
outside of time,
it's like
time is botanical.
Resting
in the dark
of my stomach
my soul
is a tiny flower,
basically.
Eve Esfandiari-Denney
Vou comer o teu fígado
Existe um modo farsi
de tornar os fígados
românticos. A frase
"Vou comer o teu fígado"
sendo idiomática de
ânsia. Ânsia
sendo idiomática do
modo como a natureza não tem
esboço,
apenas a imaginação
imagina. A imaginação
é o miolo
de uma paixão, diria eu.
E não refiro
o miolo como uma bola
de luz branca.
refiro
camadas de gaseificadas
raízes como fibras
em passagem por
um infinito linear
espaço de endereçamento.
Imagina descartar
a raiz
de um sonho
quando o sonho envolve abrir
envolve abrir
um audível
cartão de parabéns
tocando a tua própria
respiração leve.
A manuscrita
inscrição evocando uma atmosfera
de tempo
organizado pelo fogo.
Por que ser cínico
sobre isso?
Por que assumir
quando morremos
não estamos
'prana', 'ímpeto',
não somos uma chama
no gelo
batendo mais alto
e mais alto ainda?
Há um conselho
por isso.
Existem unidades
em pavilhões,
entidades inseparáveis.
Há pessoas
em amolecimento
por uma perda
de coesão,
e há um homem
no meu estúdio
Vou comer-lhe o fígado.
Nem um pingo
de sangue
na minha oração
em tapete, simplesmente
submissaq
debaixo da pressão
de tiquetaquear
a luz do dia;
fora do tempo,
é como se
tempo fosse botânico.
Descansando
no escuro
do meu estômago
o meu estar
é uma pequena flor,
basicamente.



